| FICHA
TÉCNICA |
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SÃO PAULO: Rogério Ceni;
Fabão, Lugano e Edcarlos; Souza, Mineiro,
Josué, Danilo e Júnior; Leandro
e Ricardo Oliveira
Técnico: Muricy Ramalho
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INTERNACIONAL:
Clemer; Ceará, Fabiano Eller, Bolívar
e Jorge Wagner; Fabinho, Edinho, Alex e Tinga; Fernandão
e Rafael Sóbis
Técnico: Abel Braga |
Local: Estádio
do Morumbi, em São Paulo (SP)
Data: 9 de agosto de 2006, quarta-feira
Horário: 21h45 (de Brasília)
Árbitro: Jorge Larrionda
(Uruguai)
Assistentes: Pablo Fandiño
e Walter Rial (ambos do Uruguai) |
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Por Marcelo Belpiede e Helder Júnior
Como aconteceu ano passado, a final da Libertadores da América
vai reunir novamente dois clubes brasileiros. Desta vez, aparecem
como candidatos ao título São Paulo e Internacional.
Com planejamento e organização, ambos provaram
que não basta apenas um bom time para se chegar à
final de uma competição continental e também
permanecer nas primeiras colocações do Campeonato
Brasileiro. Por isso, a expectativa é de muito equilíbrio
e igualdade entre as partes. O primeiro confronto está
marcado para quarta-feira, às 21h45, no Morumbi.
O trabalho dos dois grandes do futebol brasileiro foi longo
até o sucesso na Libertadores. Primeiro, apostaram
no investimento em estrutura, priorizando a revelação
de atletas e, principalmente, na formação de
um conjunto. Somando-se a isso, as diretorias demonstraram
inteligência ao contratar bons jogadores sem um custo
alto aos cofres dos clubes. Isso sem contar o apoio irrestrito
aos treinadores mesmo com as pressões por tropeços
durante os Estaduais.
Aproveitando as glórias do bom planejamento desde
o ano passado, o São Paulo optou por uma postura extremamente
cautelosa nos dias que antecederam a final. Por isso, em nenhum
momento, contou qualquer tipo de vantagem contra o equilibrado
Internacional. ”Serão dois jogos difíceis.
O Internacional sabe jogar em casa e fora e nós também.
Acredito que precisamos manter a pegada e a determinação
das últimas partidas se quisermos ganhar”, receitou
o atacante Leandro.
O fato de o Tricolor apresentar uma herança mais rica
em Libertadores em relação ao adversário,
com três títulos e disputando sua sexta final,
também não é fator que anima a equipe
paulista. “Essa coisa de tradição você
precisa mostrar a cada três dias. Então, o São
Paulo precisa vencer sempre, matar um leão a cada dia.
Por enquanto, não existe vantagem”, disparou
Leandro.
Por outro lado, os atletas confiam no crescimento do futebol
do time durante as semifinais. Até de forma surpreendente,
o São Paulo superou o Chivas Guadalajara com facilidade,
vencendo as duas partidas. Depois de testar várias
formações ofensivas, o técnico Muricy
Ramalho parece que encontrou a dupla de ataque ideal com Leandro
e Ricardo Oliveira.
”O São Paulo cresceu na hora certa. O jogo contra
o Estudiantes (vitória no pênaltis) foi uma grande
prova de superação. Só que vamos ter
de provar mais uma vez nossa qualidade na quarta-feira contra
o Internacional”, lembrou Leandro, autor de um dos gols
da classificação da semana passada para a final.
Até pela qualidade do Internacional, o São
Paulo aposta em um jogo de boa qualidade técnica no
Morumbi. “Acho que nosso adversário vai entrar
com postura semelhante a do Chivas na semana passada. Não
ficarão apenas atrás e também vão
buscar um resultado bom para eles”, previu o zagueiro
Lugano.
Devido à melhora nas últimas partidas, Muricy
Ramalho deve manter a formação que fez sucesso
nas partidas contra o Chivas. Com a característica
de subir de rendimento em momentos decisivos, Edcarlos permanece
na zaga, já que André Dias ainda não
resolveu um imbróglio judicial com o Goiás.
Já Ricardo Oliveira pode fazer sua última partida
pelo clube antes de retornar ao Betis.
Por sua vez, o Internacional apostou no suspense às
vésperas da primeira partida da decisão. O técnico
Abel Braga concentrou sua equipe em Santos e fechou as portas
dos dois treinamentos que comandou no CT Rei Pelé.
O motivo? Confundir o agora rival Muricy Ramalho, que conhece
bem os Colorados pelo tempo que dirigiu a equipe.
“O Muricy sabe bem dos nossos jogadores, mas nem tanto
da nossa maneira de jogar agora”, ponderou o atacante
Rafael Sóbis, um dos muitos admiradores do treinador
do São Paulo no elenco do Internacional. Seu parceiro
no setor ofensivo, Fernandão, telefona até hoje
para o ex-comandante. “Ele foi um paizão para
todos nós, mas agora estamos em lados opostos”,
ressalvou.
O mistério no Colorado é em torno de Alex e
Élder Granja, que se recuperam de lesões. O
meio-campista sente dores no púbis e se diz pessimista
sobre seu aproveitamento. “O problema é que não
é uma lesão muscular, mas física”,
argumentou o jogador, que discutiu com um jornalista que tentou
observar o treino secreto de segunda-feira. O lateral-direito,
por sua vez, está tratando de um estiramento na panturrilha
esquerda e descarta ir para o sacrifício. Ceará
deve jogar no lugar de Granja.
Os jogadores do Internacional também falaram sobre
a nova final brasileira na Libertadores. “Isso é
bom porque o Brasil tem grandes equipes. No final, chegaram
os dois melhores clubes. Tem que ser assim, independente de
eles serem do mesmo país”, comentou Fernandão.
Abel Braga concorda que o bom momento de Inter e São
Paulo é fruto do planejamento dos dois clubes nos últimos
anos. “As duas melhores equipes estão na final.
O Inter hoje é quase um ponto turístico de Porto
Alegre. Ele é bonito por fora, mas ainda mais por dentro.
Isso se deve muito ao trabalho do presidente (Fernando Carvalho).
As condições são fantásticas.
Esse time começou com o Muricy e eu estou dando continuidade”,
discursou o treinador.
O comandante do colorado exaltou bastante sua equipe, dando
até números como prova da boa fase. “O
Inter se preparou para ser campeão. Ele é o
quinto melhor clube do mundo em termos de pontuação,
joga com muita personalidade em qualquer lugar, vende muito
caro uma derrota”, orgulhou-se Abel Braga, para quem
já “está escrito o que vai acontecer na
final”.
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